segunda-feira, 7 de março de 2011

Casal de ateus faz acordo e escola libera filhos de aula

No horário do ensino religioso, garotos do Paraná frequentam a biblioteca Diretor de colégio diz que a "diversidade das crianças é respeitada" nas aulas, que não doutrinam alunos.
DIMITRI DO VALLE
DE CURITIBA
Os pais de dois alunos de Pranchita, no interior do Paraná, fizeram um acordo com a direção da escola pública onde os filhos estudam para que eles deixassem de frequentar as aulas de religião.
A professora Eliane Lambert Junkes, 26, e o marido, o caminhoneiro Alberi Junkes, 40, são ateus e defendem o direito de os gêmeos, de sete anos de idade, não serem "doutrinados" sobre a existência de Deus.
A mãe de Marco Antônio e João Antônio não admite que as aulas de ensino religioso comecem com uma oração nem que Deus seja tratado como uma entidade real e superior, que zela pela humanidade e tem poderes para julgar as ações dos homens.
O acordo foi feito no ano passado -as crianças foram às aulas por quase três anos- e permitiu que, nesse horário, os meninos frequentem a biblioteca. Eliane diz que a decisão foi amigável.
"Não quero que eles sejam doutrinados a crer. Ninguém precisa ser bom na vida porque tem alguém superior olhando. As pessoas devem ser boas porque isso é correto", afirma a professora.
Eliane acredita que os filhos, quando amadurecerem, poderão adquirir conhecimento suficiente para decidir qual papel a religião terá em suas vidas. "Quando eles crescerem, teremos condições de conversar melhor", diz.
HISTÓRIA DAS RELIGIÕES
A mãe dos garotos afirma que, se as aulas tivessem outro tipo de abordagem, como a história das religiões, não se oporia ao aprendizado.
"A história das religiões é importante para contar o processo de formação do homem. Jamais vou privar meus filhos do conhecimento, mas não é o que acontecia na escola", afirma.
Procurado pela Folha, o diretor da Escola Municipal Márcia Canzi Malacarne, Everaldo Canzi, declarou que não daria entrevista por telefone porque considera o tema "complexo e amplo".
Ele negou, no entanto, que as aulas tenham o objetivo de "doutrinar" os alunos a crer e disse que a "diversidade das crianças é respeitada".

ENSINO RELIGIOSO NA ESCOLAS DE ENSINO FUNDAMENTAL NO BRASIL

FOLHA DE SÃO PAULO
Domingo, 27 de fevereiro de 2011, p. C1
Encarte “Codiano”
Manchete
Metade das escolas tem ensino religioso
São 98 mil colégios, públicos ou privados, oferecendo a disciplina, segundo censo da educação básica do MEC.
Sem diretriz nacional sobre conteúdo, Estados e municípios adotam formatos diversos; lei veta só propaganda
ANGELA PINHO
DE BRASÍLIA
"O que são as histórias da Bíblia? Fábulas, contos de fadas?", pergunta a professora do 3º ano do ensino fundamental. "Não", respondem os alunos. "São reais!" A cena, numa escola pública de Samambaia, cidade-satélite de Brasília, precede aula sobre a criação do universo por Deus em sete dias. O colégio é um dos 98 mil do país (entre públicos e particulares) que ensinam religião.
O número começou a ser levantado em 2009, no censo da educação básica feito pelo Inep (instituto ligado ao MEC). Ao todo, metade das escolas do país tem ensino religioso na grade curricular.
O fundamento está na Constituição, que determina que a disciplina deve ser oferecida no horário normal da rede pública, embora seja opcional aos estudantes. Escolas particulares não precisam oferecê-la, mas, se assim decidirem, podem obrigar os alunos a assistirem às aulas.
Não há, porém, uma diretriz nacional sobre o conteúdo -a lei proíbe só que seja feita propaganda religiosa e queixas devem ser feitas aos conselhos de educação. Assim, Estados e municípios adotam formatos diversos. Uns põem religiosos para dar as aulas; outros, professores formados em história, pedagogia e ciências sociais. É o caso do DF, onde a orientação é que não haja privilégio a um credo -embora a aula em Samambaia possa ser considerada controversa.
DISCUSSÕES
A conveniência de se oferecer ou não o ensino religioso é, sim, algo controverso. Uma das maiores discussões ocorreu em 1997, quando, meses antes da visita do papa João Paulo 2º, o governo federal retirou da lei dispositivo que proibia o Estado de gastar dinheiro público com o ensino religioso.
Em 2008, nova polêmica surgiu quando o Brasil assinou com o Vaticano acordo que previa que "o ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental".
A controvérsia foi a menção explícita ao catolicismo, vista por alguns como privilégio a uma única religião.
SUPREMO
Para Roseli Fischmann, professora da USP, a disciplina fere o caráter laico do Estado. "Precisaríamos ter a coragem de aprovar emenda que a retirasse da Constituição", afirma.
Presidente do Fonaper (Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso), Elcio Cecchetti defende a disciplina sob o argumento de que as crenças ou a ausência delas são "dados antropológicos e socioculturais" que devem ser ensinados, mas sem privilégio a uma religião.
A polêmica chegou à Justiça. Desde o ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) analisa ação em que o Ministério Público Federal pede que determine que o ensino religioso só possa ser de natureza não confessional e proibindo que religiosos sejam professores.

FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO

A JIHAD DO DEPUTADO JEAN WYLLYS









Deputado gay pedirá abertura da contabilidade das igrejas que recebem dízimo e criará projeto de legalização do casamento gay

http://noticias.gospelmais.com.br/deputado-jean-wyllys-contabilidade-igrejas-dizimo-projeto-casamento-gay-17034.html

O deputado gay Jean Wyllys, famoso por ter ganho uma das edições do Big Brother Brasil, oficializou sua guerra contra as igrejas evangélicas. Em seu primeiro discurso na Câmara comemorou ser o primeiro gay assumido a ser eleito deputado e que lutará contra os cristãos e a favor da agenda gay. Jean também afirmou que seus atos são porque “luta pelos verdadeiros cristãos”. Entre seus principais anúncios destacam-se:
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Abertura da contabilidade das Igrejas Evangélicas
e por em discussão a imunidade fiscal das igrejas
O deputado Jean Wyllys, do PSOL-RJ, pretende colocar em discussão no Congresso Nacional a imunidade fiscal das igrejas e propor a abertura de sua contabilidade para saber o destino do dízimo. A proposta de examinar as contas das igrejas é um contra-ataque à articulação dos deputados evangélicos para derrubar a portaria do Ministério da Fazenda que autoriza a partir deste ano que homossexuais com união estável façam declaração conjunta do Imposto de Renda, beneficiando-se com abatimento. O ex-BBB é o primeiro deputado que se elegeu colocando-se na campanha como representante dos homossexuais.
O deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF) é quem está arregimentando apoio para invalidar a portaria. Um de seus argumentos é de que a concessão do benefício fiscal é uma exceção, como se os homossexuais fossem cidadãos especiais, o que é ilegal porque a Constituição estabelece que todos são iguais perante à lei. Ele disse que vai convocar o ministro Guido Mantega, da Fazenda, para tentar convencê-lo a recuar da medida.
Wyllys disse que também vai usar a ilegalidade e a exceção para questionar o regime fiscal privilegiado das igrejas. “Posso também exigir do ministro uma explicação por que as igrejas não prestam contas à sociedade. Se os partidos políticos prestam, por que igrejas não?”. Para Wyllys, a articulação dos evangélicos é homofóbica. Ele vai se reunir como lideranças que defendem as causas dos homossexuais, como a senadora Marta Suplicy (PT-SP), para organizar a reação aos evangélicos.
Fonseca, que é também pastor da Igreja Assembleia de Deus, disse que não aceita que o benefício aos gays seja aprovado apenas por uma “canetada”. “Tem de haver debate”. Wyllys rebateu dizendo que a imunidade fiscal das igrejas também tem de ser questionada.
PEC do casamento gay
O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), ex-BBB, afirmou nesta quinta-feira (24), em seu discurso de estreia na Câmara, que pretende apresentar um projeto de emenda à Constituição (PEC) que garanta o direito do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.
“Em parceria com outros sete parlamentares, estou reestruturando a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania GLBT [Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgênero] e apresentando uma proposta de emenda constitucional que assegura aos homossexuais o direito do casamento civil. Se o estado é laico, os homossexuais têm de ter todos os direitos e leis garantidos. Inclusive o direito ao casamento civil”, disse o deputado.
Na análise do parlamentar, a competência sobre o casamento civil não deve ser das igrejas. “Se um casal pode se divorciar e em seguida partir cada um para novos casamentos é porque o casamento civil não é da competência das igrejas, nem das religiões”, declarou.
“Eu sou o primeiro homossexual assumido sem homofobia internalizada e ligado ao movimento GLBT a assumir como deputado federal. Eu disse que este seria o norte do meu mandato e vai ser”, afirmou o parlamentar, que no último sábado participou de uma manifestação em São Paulo contra a homofobia.
Jean Wyllys afirmou ainda que, na Câmara, vai integrar a Comissão de Finanças e Tributação, além de ser suplente na Comissão de Direitos Humanos.
Legalização de todos os projetos pró-gay, incluindo PLC 122
A senadora Marta Suplicy (PT-SP) já desarquivou o projeto que criminaliza a homofobia. O debate que parece não ter fim mobilizou as duas casas na última semana. De modo especial quando o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) fez seu discurso de estreia na Câmara.
Ele deixou claro sua posição e alfinetou a bancada evangélica, dizendo ter tido uma criação cristã, asseverando: “Se por um lado o cristianismo fundamentalista que vigora no Congresso Federal e sua ameaça ao estado democrático e de direito nos apavoram, por outro é inegável que foi o cristianismo livre de fundamentalismo que nos trouxe a ideia de que o que torna um homem virtuoso são seus atos. Sim, porque para o verdadeiro cristianismo um ser humano é virtuoso quando age em favor do bem comum”.
Wyllys garantiu ainda que lutará pelos direitos dos praticantes de religiões afro-brasileiras. Em entrevista recente à revista Época, ele afirmou que defende os verdadeiros cristãos: “o valor da vida e o respeito ao outro”.
O senador evangélico Magno Malta (PR-ES), membro da “Frente da Família”, e um dos líderes da bancada evangélica no Senado rebateu as propostas de Suplicy e Wyllys. Ele argumenta que:
“Se nós aprovarmos um projeto desse que você é criminoso por não aceitar a opção sexual de alguém, é claro, é como se você estivesse legalizando a pedofilia, o sadomasoquismo, a bestialidade”.
Disse ainda diz não ter dúvidas de que o projeto será arquivado. A Frente da Família também conta com a participação de parlamentares católicos, mas é menor em tamanho que a frente pró-gay. Estima-se que na Câmara Federal os que assumem defender interesses de evangélicos e católicos totalizem 85, enquanto os que já se declararam favoráveis ao reconhecimento dos direitos dos homossexuais cheguem a 154.
Vídeo: Discurso de Jean Wyllys na Câmara
Resposta do Senador evangélico Magno Malta às afirmações de Jean Wyllys

Fonte:
http://noticias.gospelmais.com.br/deputado-jean-wyllys-contabilidade-igrejas-dizimo-projeto-casamento-gay-17034.html

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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO



CARACTERÍSTICAS

As Ciências da Educação são um conjunto de disciplinas que estudam, descrevem, analisam e explicam os fenômenos educativos em seus múltiplos aspectos. A educação é um fenômeno complexo que tem lugar em todos os âmbitos da sociedade diferentes disciplinas das Ciências Sociais e Humanas como a Sociologia, Direito, Psicologia, Ciência Política, História, Economia, Filosofia realizam abordagens e estudos específicos por isso é possível de falar de uma Sociologia da Educação, uma História da Educação, uma Antropologia da Educação, uma Psicologia Educacional, uma Política Educacional, Economia da Educação e uma Filosofia da Educação. Todas aquelas disciplinas que explicam os fenômenos educativos, que podem se integrar para realizar estudos nutrem o campo das Ciências da Educação.
Ademais está integrado por um conjunto de disciplinas ou saberes que são próprios: Campo Pedagógico ou das também chamadas "Ciências Pedagógicas" como a Pedagogia, Didática Geral, Didáticas Específicas de Áreas (Matemática, Língua, Ciências Naturais, Ciências Sociais, Educação Física, Educação Artística entre as mais significativas), Didática de Nível (Educação Inicial, Educação Primária, Educação Secundária e Educação Superior), Administração Educacional, Organização Escolar, Planejamento Educacional, Orientação Educacional, Currículo ou Teoria do Currículo, Educação Comparada, Pedagogia Diferencial ou Especial, Tecnologia da Educação e a Análise Institucional da Educação. As Ciências Pedagógicas originam um conjunto de conhecimentos e saberes teórico-práticos com a finalidade de compreender, intervir e modificar positivamente os fenômenos educativos e processos de formação. Apostando ao menos na mudança da realidade educativa, dos processos formativos, do funcionamento das instituições educativas, das práticas de ensino nos aspectos pedagógicos, didáticos, organizacionais.
O campo disciplinar das Ciências da Educação constituiu-se a partir da interseção de um conjunto de diversas disciplinas: a filosofia, a psicologia, a sociologia, a história, entre outras; que abordam desde sua especificidade o objeto “educação”. Este processo de conformação não é exclusivo das Ciências da Educação senão que se vincula com a divisão do conhecimento no campo das Ciências Sociais, e é produto da progressiva fragmentação e especialização dos conhecimentos durante os séculos XIX e XX.
Os diferentes aspectos da educação em sociedades e culturas determinadas são estudados pelas Ciências da Educação, efetuando análise interdisciplinar ou transdisciplinar para atingir um entendimento e explicação dos processos educativos. Assim por exemplo se procura conhecer os processos sócio-políticos e sua incidência no âmbito educativo, o sujeito que aprende se aborda desde a complexidade psicobiológica-social. Abordam-se problemáticas educativas, pedagógicos –didáticas referidas aos diferentes níveis do sistema educativo, como assim também no âmbito da educação não formal.
As ciências da educação não constituem um campo reservado somente a alguns especialistas. Elas representam atualmente o conjunto indispensável de disciplinas que permitem um correto e fecundo funcionamento dos sistemas educativos em todos seus níveis. Por razões diferentes, mas sempre imperiosas, os responsáveis por elaborar políticas educacionais, os planificadores, os docentes, os administradores e os pesquisadores, não podem nem têm o direito, das ignorar.

O objeto das Ciências da Educação:

Para Mialaret o objeto das ciências da educação é definir e identificar os fatos educacionais sobre os que poder-se-á fazer uma análise científica rigorosa, isto é um estudo das situações educacionais passadas, presentes e futuras. Os fatores que se podem tomar em consideração para analisar e compreender os fatos e as situações educacionais podem se classificar em três grandes categorias:

1 Os fatores que dependem de condições gerais da instituição educativa no seio da sociedade.

2 Os fatores que dependem das condições “locais” da instituição educativa e que determinam sua realização.

3 Os fatores vinculados à própria situação da educação.
Estas três categorias não são independentes pois fatores que dependem da terceira categoria podem estar em relação direta com certos fatores pertencentes a uma das outras duas categorias. O conjunto dos fatores que atuam sobre as situações de educação concretas podem-se separar em dois subconjuntos:
• O primeiro subconjunto de fatores reagrupa todas as variáveis vinculadas à sociedade: filosofia, política, estrutura social, organização econômica, nível técnico.
• O segundo subconjunto de fatores está constituído por todos os elementos que se referem diretamente à educação. Uma sociedade, em função de sua filosofia política, dá origem em certa maneira a uma instituição escolar mais ou menos bem estruturada, mais ou menos estendida (geograficamente: exemplo), abarcando períodos mais ou menos grandes (duração e tipo de escolaridade). Este sistema escolar está caracterizado por seis subconjuntos de variáveis:
• As variáveis vinculadas à estrutura da instituição e aos critérios de admissão de alunos.
• As variáveis vinculadas aos currículos.
• As variáveis vinculadas aos métodos e técnicas pedagógicas.
• As variáveis vinculadas às instalações materiais.
• As variáveis vinculadas à contratação já a formação dos docentes.
• As variáveis vinculadas ao orçamento destinado à educação.

Classificação das Ciências da Educação:

O pedagogo Gastón Mialaret propôs em seu livro "As Ciências da Educação" a fins dos anos setenta uma classificação em três grandes categorias:

As que estudam as condições gerais e locais da educação:

• História da educação e da pedagogia.
• Sociologia da Educação.
• Demografia escolar.
• Economia da educação.
• Pedagogia comparada.

As que estudam a situação educativa e os fatos educativos:

• As disciplinas que estudam as condições do ato educativo desde os ângulos:

• Da fisiologia.
• A Psicologia da educação da sociologia
• Ciências da Comunicação.
• As Didáticas e a teoria dos programas.
• As Ciências dos métodos e das técnicas pedagógicas.
• As Ciências da avaliação

As da reflexão e futuro:

• A Filosofia da educação.
• O Planejamento educativo.

Pr.Prof.Ms. PAULO ROBERTO DOS SANTOS

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

1º Tornado registrado no Rio de Janeiro


Fonte: Jornal o Globo

Na História do Rio de Janeiro não temos reguistros da passagem de tornado pela cidade, porém, nesta terça feira 18/01/2011, foi registrado por populares em vídeos, a formação de um tornado, no Municipio de Nova Iguaçú, que destelhou casas e comercios, causando estragos financeiros e medo aos moradores, segundo relatos de moradores a formação do tornado fou assustadora.

http://oglobo.globo.com/participe/mat/2011/01/19/leitor-flagra-tornado-em-nova-iguacu-durante-temporal-na-baixada-fluminense-923569394.asp

Por Prof. Paulo Roberto dos Santos

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

PROTESTANTISMO



Protestantismo é a denominação dada a um dos grandes ramos do Cristianismo. O Protestantismo refere-se ao conjunto de igrejas cristãs e doutrinas que se identificam com as teologias desenvolvidas no século XVI na Europa Ocidental, na tentativa de reforma da Igreja Católica Apostólica Romana, por parte de um importante grupo de teólogos e clérigos, entre os que se destacam o ex-monge agostiniano Martinho Lutero, de quem as igrejas luteranas tomam seu nome. Porém, a maior parte dos cristãos europeus (especialmente na Europa meridional) se opuseram as tentativas de reforma, o que produziu um cisma no Cristianismo ocidental resultante da separação entre as emergentes igrejas reformadas e a Igreja Católica. Uma das consequências imediatas da Reforma foi a chamada Contra-Reforma, que reafirmou explicitamente todas aquelas doutrinas rechaçadas pelo protestantismo (Concílio de Trento).

O termo protestante é derivado (via francês ou alemão Protestant[1]) do latim protestari.[2][3] Significa declaração pública/protesto que refere-se à carta de protesto por príncipes luteranos contra a decisão da Dieta de Speyer de 1529, que reafirmou o Édito de Worms de 1521, banindo as 95 teses de Martinho Lutero do protesto contra algumas crenças e práticas da Igreja Católica do século XVI.
O termo protestante não foi inicialmente aplicado aos reformadores, mas foi usado posteriormente para descrever todos os grupos que protestavam contra a Igreja Católica.
Desde aquele tempo, o termo Protestante tem sido usado com diversos sentidos, muitas vezes como um termo geral para significar apenas os cristãos que não pertencem à Igreja Católica, Ortodoxa ou Ortodoxa Oriental (inclusive àqueles cristãos que não pertencem à Igreja Anglicana, pois esta mesma não se auto-define como católica ou protestante).

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VOZ DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS



No dia 2 de janeiro de 1955 foi ao ar pela primeira vez o programa de rádio Voz das Assembleias de Deus. Pioneiro do radioevangelismo brasileiro, o programa foi iniciado pelo missionário Nels Lawrence Olson, e transmitido pela rádio Tamoio, do Rio de Janeiro, e para outras partes do Brasil pelas rádios Tupi, Mayrink Veiga, Copacabana, Relógio, Mundial, Atalaia, Marumby, Boas Novas, e por mais oito rádios em outros Estados.

O orador, Lawrence Olson, teve ao seu lado no primeiro programa, o missionário Nels Nelson, os pastores Paulo Leivas Macalão, José Pimentel de Carvalho, Marcelino Margarida, Moisés Malafaia, Belarmino Pedro Ramos, João Kolenda Lemos e sua esposa Ruth Dorris Lemos, André Hargrave e sua esposa, além de outros pastores e membros de igrejas do Rio de Janeiro.

O programa era transmitido tradicionalmente aos domingos, às 22h, após o culto noturno das igrejas. Era transmitido também para outros países pela HCJB (Voz dos Andes), de Quito (Equador) e pela KGEI, da Califórnia (EUA).

Foram narradores do programa: José Pimentel de Carvalho, Emílio Conde, João Pereira de Andrade e Silva, Luís Babo e Kleber Moura. A mensagem era sempre pregada por Nels Lawrence Olson.

O programa foi transmitido durante 34 anos, até o retorno definitivo de Lawrence Olson aos Estados Unidos, em 1989.

Em 2001, a CPAD lançou o livro Mensagens do Missionário Lawrence Olson, contendo uma coletânea com 54 mensagens pregadas no Voz das Assembleias de Deus.


Fontes:1ª DE ARAÚJO, Isael. Dicionário do Movimento Pentecostal, Página 908, Rio de Janeiro: CPAD, 2007. 2ª http://www.centenarioadbrasil.org.br/CPAD/PAGES/historia.php?id=96