segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Edir Macedo denunciado pelo MP por evasão de divisas e estelionato

O bispo Edir Macedo Bezerra, líder religioso da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), e outras três pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) por lavagem dinheiro e evasão de divisas, formação de quadrilha, falsidade ideológica e estelionato contra fiéis para a obtenção de recursos para a Igreja.

Os três dirigentes denunciados são: o ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva, o bispo Paulo Roberto Gomes da Conceição, e a diretora financeira Alba Maria Silva da Costa. Eles são acusados de pertencer a uma quadrilha usada para lavar dinheiro da Iurd, remetido ilegalmente do Brasil para os Estados Unidos por meio de uma casa de câmbio paulista, entre 1999 e 2005.

Segundo a denúncia, do procurador da República Sílvio Luís Martins de Oliveira, o dinheiro era obtido por meio de estelionato contra fiéis da Iurd, por meio do "oferecimento de falsas promessas e ameaças de que o socorro espiritual e econômico somente alcançaria aqueles que se sacrificassem economicamente pela Igreja".

Falsidade ideológica

Os quatro também são acusados do crime de falsidade ideológica por terem inserido nos contratos sociais de empresas do grupo da Iurd composições societárias diversas das verdadeiras. O objetivo dessa prática era ocultar a real proprietária de diversos empreendimentos, a Universal. Uma cópia da denúncia foi encaminhada à área Cível da Procuradoria da República em São Paulo, solicitando que seja analisada a possibilidade de cassação da imunidade tributária da Igreja Universal.

Fonte:IG Ultimo segundo 12/09/2011

sábado, 10 de setembro de 2011

Professora converte ao Islã


A professora Priscilla, convertida há quatro anos, continua pintando os cabelos - que às vezes ficam sob o véu
Dia a dia
Neste ano, Pamela viveu seu primeiro Ramadã, mês em que o fiel deve fazer jejum da alvorada ao pôr do sol. “Não foi fácil. Como minha família não é muçulmana, tive que cozinhar sem colocar comida na boca”, conta. “Minha mãe é evangélica, achou absurdo ficar sem comer. Meu filho compreendeu melhor.”

Alexsandra adaptou sua rotina de orações à vida profissional. “Se você trabalha num local onde não é possível praticar a oração, você faz três vezes, por exemplo. Quem pode, faz as cinco. Nada que te prejudique na sua vida pessoal”, diz a comerciante. Na mesquita que ela frequenta, em São Paulo, a maioria é de muçulmanos de origem libanesa. “Os sermões e as orações são em árabe, com tradutor. Mas é bom praticar no seu idioma. Tem que saber o que está falando”, diz. Em comunidades com muitos convertidos, há orações e aulas sobre Islã diretamente em português. A professora Priscilla Pavan Manso, 28 anos, converteu-se há 4 anos. Desde os 12 anos ela pinta os cabelos, e não deixou de fazê-lo depois da conversão. “Como brasileira, eu falo alto. Na cultura árabe, mulher tem que falar baixo, mas religião não se confunde com personalidade”, afirma Priscilla. “Tenho amigos muçulmanos que saem comigo para passear, jantar, ir no shopping. Eu não mudei.” Apesar de não beber e não comer carne de porco, ela não deixa de sair com os amigos de antes da conversão. “A religião não pode te afastar das pessoas. Meu noivo não é muçulmano, e eu o conheci concomitantemente com a religião. Ele respeita e concordou em noivar comigo diante do sheik, mesmo sendo católico.” Mas como acontece com quase todo convertido, é preciso lidar com preconceitos. “As pessoas fazem piadinhas: dizem que sou mulher-bomba, que eu vou apanhar de marido, ser a quarta mulher do meu esposo. Mas se fosse uma religião opressora, eu não conseguiria tocar minha vida.”
Roupas
Priscila também prefere não usar o véu diariamente. “Quando apareci com o véu em casa, minha mãe quase arrancou. Meu sheik diz que é quando eu sentir que meu coração está preparado. Uso a bata e os véus na hora das orações”, diz.
Como Priscila, Pamela também evita a discriminação da família e das clientes usando o hijab – o véu muçulmano – apenas na mesquita. Em seu primeiro ano seguindo as novas regras, ela ainda teme o verão: as roupas, que já eram discretas, passaram a cobrir o corpo um pouquinho mais. “Eu fico pedindo a Deus que me dê força para aguentar calor nesse verão. Até agora, foi tranquilo.” Já Alexsandra transformou a adaptação em negócio - vende hijabs, está importando a abaya, vestido típico para o dia a dia, e deve trazer em breve “burquínis”, para praia e piscina. “As mulheres não usavam aqui por não achar, mas agora está mais fácil”, diz. A forma de cobrir o corpo e os cabelos não é determinada pelo Alcorão, livro sagrado do Islã. No dia a dia, Alexsandra é prática: usa jeans, saias e blusas de manga comprida, como camisas. “Apesar das muçulmanas terem suas vestes estereotipadas, o Islã não determinou um corte, um estilo ou uma cor específica. Desde que a mulher cumpra a lei alcorânica, qualquer coisa é válida”, afirma a tradutora Marcela Tieppo, 20 anos, que mantém desde 2009 o blog A Mulher no Islam. Quando foi tirar a foto 3x4, para o RG, o funcionário disse que Alexsandra não podia usar o lenço. “Eu perguntei se as freiras tiravam, e acabaram permitindo”, lembra. “Hoje já se adota a prática de levar um certificado de que você realmente é muçulmano. As pessoas às vezes olham torto e hostilizam. Mas isso acontece com qualquer um que seja diferente.”

Fonte: Portal IG Notícias: Verônica Mambrini, iG São Paulo | 10/09/2011 06:05

Brasileiros no Islã


Cada vez mais brasileiros se tornam muçulmanos. E adaptam suas necessidades a um cotidiano que não prevê seus costumes
Verônica Mambrini, iG São Paulo | 10/09/2011 06:05

Foto: Edu Cesar/Fotoarena Ampliar
A comerciante paulistana Alexsandra, 33, converteu-se aos 20
Nos países do mundo árabe, é fácil saber para que lado está Meca: é para onde se vira a maioria islâmica durante as cinco orações diárias, que, aliás, muitas vezes são anunciadas em espaços públicos. Em São Paulo, às vezes é difícil até saber de que lado se pega o ônibus certo. Então a relativamente pequena, mas significativamente crescente comunidade islâmica às vezes precisa improvisar. “Tem gente que se guia pelo mapa do Google, tem gente que se guia pela bússola”, conta Alexsandra Alves de Brito, 33, convertida ao islamismo desde os 20.

Leia também:
Número de católicos cai abaixo dos 70%
Conversão: a escolha de uma nova crença

O número de brasileiros que, como Alexsandra, decidiu ser muçulmano, cresceu 25% na última década. Em algumas comunidades, como a do Rio de Janeiro, 85% dos frequentadores de mesquitas são convertidos. Ou revertidos, como eles preferem. Em Salvador, são 70%. A imagem de uma religião extremista, sisuda e complicada vem dando lugar a uma mais simpática e atraente à sociedade brasileira. Para Paulo Hilu da Rocha Pinto, autor de “Islã – Religião e Civilização – uma abordagem antropológica”, dois fatores puxam a mudança: a novela O Clone, exibida pela Globo entre 2001 e 2002, e o ataque às Torres Gêmeas, nos Estados Unidos, em 2001. “Na novela, o Islã chega com um perfil de pessoas alegres, que gostam de festa, devotadas a família. No caso da repercussão do ataque de 11 de Setembro, na América Latina, onde existe uma marca forte de oposição e denúncia a políticas americanas, teve um efeito forte.”
Mulher e machismo
A cabeleireira Pamela Juliana Gomes Pereira, 29, revertida há seis meses, conheceu o Islamismo quando morava na Suíça. Voltou há um ano e meio, e passou a frequentar uma mesquita. “Já vivenciei várias religiões”, diz a cabeleireira, que tem na família espíritas, católicos, umbandistas e evangélicos. Separada, ela tem um filho de 9 anos e sua maior preocupação era como isso seria visto. “Não tem problema nenhum, a mulher não deixa de ter valor por isso. Pode ser que um homem árabe não se interesse por uma mulher como eu, mas pela cultura árabe, não por causa do Islã.” Ela afirma que enfrenta preconceitos que ligam o Islã ao machismo. “Eles acham que há submissão aos homens, que vou apanhar do marido”, desabafa. Embora o islamismo ainda seja visto de mãos dadas com a cultura árabe, os laços começam a afrouxar. “Para os convertidos, a cultura árabe e o Islã são coisas bem diferentes”, diz Paulo. A comerciante Alexsandra foi atraída para o Islã exatamente pela perspectiva feminina. “O que me chamou a atenção foi a valorização da mulher. Na sociedade brasileira, a mulher é muito vulgarizada, tem que atrair os homens. No Islã, a mulher tem que ser recatada, bem educada. Até falar baixo faz parte dos costumes”, diz Alexsandra. Convertida há 13 anos, casou com um muçulmano e tem dois filhos, de 13 e 5 anos. “Meus filhos já nasceram muçulmanos”, conta. Antes ela era protestante, da igreja Assembléia de Deus.

Fonte: Portal IG Notícias: Verônica Mambrini, iG São Paulo | 10/09/2011 06:05

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Diakono uma Escolha Divina

2ª Escola Bíblica da Assembléia de Deus em Guapimirim/RJ


No dia 21 de julho 2011 Prof. Paulo Roberto, convidado da noite para palestra na 2ª Escola Bíblica em Guapimirim/RJ. Tema: DIAKONIA DA IGREJA NA PÓS-MODERNIDADE. Visão da Igreja Contempoânea na responsabilidade em Servir, tendo como exemplo o próprio Jesus Cristo. DIAKONIA NOVOS PARADIGMAS DA IGREJA NA PÓS-MODERNIDADE a Igreja precisa redescobrir o prazer em servir e fazer a diferença nesta sociedade pós-moderna.

domingo, 24 de abril de 2011

Base Indigena no Amapá



Alunos do 7º período noite, fazem pesquisa de campo na base indigena no Amapá, conhecendo o trabalho missionário entre os Xavantes no Mato Grosso.
Coordenação Prof. Paulo Roberto

sexta-feira, 11 de março de 2011

segunda-feira, 7 de março de 2011

Desafios da Igreja de Hoje


video

Casal de ateus faz acordo e escola libera filhos de aula

No horário do ensino religioso, garotos do Paraná frequentam a biblioteca Diretor de colégio diz que a "diversidade das crianças é respeitada" nas aulas, que não doutrinam alunos.
DIMITRI DO VALLE
DE CURITIBA
Os pais de dois alunos de Pranchita, no interior do Paraná, fizeram um acordo com a direção da escola pública onde os filhos estudam para que eles deixassem de frequentar as aulas de religião.
A professora Eliane Lambert Junkes, 26, e o marido, o caminhoneiro Alberi Junkes, 40, são ateus e defendem o direito de os gêmeos, de sete anos de idade, não serem "doutrinados" sobre a existência de Deus.
A mãe de Marco Antônio e João Antônio não admite que as aulas de ensino religioso comecem com uma oração nem que Deus seja tratado como uma entidade real e superior, que zela pela humanidade e tem poderes para julgar as ações dos homens.
O acordo foi feito no ano passado -as crianças foram às aulas por quase três anos- e permitiu que, nesse horário, os meninos frequentem a biblioteca. Eliane diz que a decisão foi amigável.
"Não quero que eles sejam doutrinados a crer. Ninguém precisa ser bom na vida porque tem alguém superior olhando. As pessoas devem ser boas porque isso é correto", afirma a professora.
Eliane acredita que os filhos, quando amadurecerem, poderão adquirir conhecimento suficiente para decidir qual papel a religião terá em suas vidas. "Quando eles crescerem, teremos condições de conversar melhor", diz.
HISTÓRIA DAS RELIGIÕES
A mãe dos garotos afirma que, se as aulas tivessem outro tipo de abordagem, como a história das religiões, não se oporia ao aprendizado.
"A história das religiões é importante para contar o processo de formação do homem. Jamais vou privar meus filhos do conhecimento, mas não é o que acontecia na escola", afirma.
Procurado pela Folha, o diretor da Escola Municipal Márcia Canzi Malacarne, Everaldo Canzi, declarou que não daria entrevista por telefone porque considera o tema "complexo e amplo".
Ele negou, no entanto, que as aulas tenham o objetivo de "doutrinar" os alunos a crer e disse que a "diversidade das crianças é respeitada".

ENSINO RELIGIOSO NA ESCOLAS DE ENSINO FUNDAMENTAL NO BRASIL

FOLHA DE SÃO PAULO
Domingo, 27 de fevereiro de 2011, p. C1
Encarte “Codiano”
Manchete
Metade das escolas tem ensino religioso
São 98 mil colégios, públicos ou privados, oferecendo a disciplina, segundo censo da educação básica do MEC.
Sem diretriz nacional sobre conteúdo, Estados e municípios adotam formatos diversos; lei veta só propaganda
ANGELA PINHO
DE BRASÍLIA
"O que são as histórias da Bíblia? Fábulas, contos de fadas?", pergunta a professora do 3º ano do ensino fundamental. "Não", respondem os alunos. "São reais!" A cena, numa escola pública de Samambaia, cidade-satélite de Brasília, precede aula sobre a criação do universo por Deus em sete dias. O colégio é um dos 98 mil do país (entre públicos e particulares) que ensinam religião.
O número começou a ser levantado em 2009, no censo da educação básica feito pelo Inep (instituto ligado ao MEC). Ao todo, metade das escolas do país tem ensino religioso na grade curricular.
O fundamento está na Constituição, que determina que a disciplina deve ser oferecida no horário normal da rede pública, embora seja opcional aos estudantes. Escolas particulares não precisam oferecê-la, mas, se assim decidirem, podem obrigar os alunos a assistirem às aulas.
Não há, porém, uma diretriz nacional sobre o conteúdo -a lei proíbe só que seja feita propaganda religiosa e queixas devem ser feitas aos conselhos de educação. Assim, Estados e municípios adotam formatos diversos. Uns põem religiosos para dar as aulas; outros, professores formados em história, pedagogia e ciências sociais. É o caso do DF, onde a orientação é que não haja privilégio a um credo -embora a aula em Samambaia possa ser considerada controversa.
DISCUSSÕES
A conveniência de se oferecer ou não o ensino religioso é, sim, algo controverso. Uma das maiores discussões ocorreu em 1997, quando, meses antes da visita do papa João Paulo 2º, o governo federal retirou da lei dispositivo que proibia o Estado de gastar dinheiro público com o ensino religioso.
Em 2008, nova polêmica surgiu quando o Brasil assinou com o Vaticano acordo que previa que "o ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental".
A controvérsia foi a menção explícita ao catolicismo, vista por alguns como privilégio a uma única religião.
SUPREMO
Para Roseli Fischmann, professora da USP, a disciplina fere o caráter laico do Estado. "Precisaríamos ter a coragem de aprovar emenda que a retirasse da Constituição", afirma.
Presidente do Fonaper (Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso), Elcio Cecchetti defende a disciplina sob o argumento de que as crenças ou a ausência delas são "dados antropológicos e socioculturais" que devem ser ensinados, mas sem privilégio a uma religião.
A polêmica chegou à Justiça. Desde o ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) analisa ação em que o Ministério Público Federal pede que determine que o ensino religioso só possa ser de natureza não confessional e proibindo que religiosos sejam professores.

FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO

A JIHAD DO DEPUTADO JEAN WYLLYS









Deputado gay pedirá abertura da contabilidade das igrejas que recebem dízimo e criará projeto de legalização do casamento gay

http://noticias.gospelmais.com.br/deputado-jean-wyllys-contabilidade-igrejas-dizimo-projeto-casamento-gay-17034.html

O deputado gay Jean Wyllys, famoso por ter ganho uma das edições do Big Brother Brasil, oficializou sua guerra contra as igrejas evangélicas. Em seu primeiro discurso na Câmara comemorou ser o primeiro gay assumido a ser eleito deputado e que lutará contra os cristãos e a favor da agenda gay. Jean também afirmou que seus atos são porque “luta pelos verdadeiros cristãos”. Entre seus principais anúncios destacam-se:
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Abertura da contabilidade das Igrejas Evangélicas
e por em discussão a imunidade fiscal das igrejas
O deputado Jean Wyllys, do PSOL-RJ, pretende colocar em discussão no Congresso Nacional a imunidade fiscal das igrejas e propor a abertura de sua contabilidade para saber o destino do dízimo. A proposta de examinar as contas das igrejas é um contra-ataque à articulação dos deputados evangélicos para derrubar a portaria do Ministério da Fazenda que autoriza a partir deste ano que homossexuais com união estável façam declaração conjunta do Imposto de Renda, beneficiando-se com abatimento. O ex-BBB é o primeiro deputado que se elegeu colocando-se na campanha como representante dos homossexuais.
O deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF) é quem está arregimentando apoio para invalidar a portaria. Um de seus argumentos é de que a concessão do benefício fiscal é uma exceção, como se os homossexuais fossem cidadãos especiais, o que é ilegal porque a Constituição estabelece que todos são iguais perante à lei. Ele disse que vai convocar o ministro Guido Mantega, da Fazenda, para tentar convencê-lo a recuar da medida.
Wyllys disse que também vai usar a ilegalidade e a exceção para questionar o regime fiscal privilegiado das igrejas. “Posso também exigir do ministro uma explicação por que as igrejas não prestam contas à sociedade. Se os partidos políticos prestam, por que igrejas não?”. Para Wyllys, a articulação dos evangélicos é homofóbica. Ele vai se reunir como lideranças que defendem as causas dos homossexuais, como a senadora Marta Suplicy (PT-SP), para organizar a reação aos evangélicos.
Fonseca, que é também pastor da Igreja Assembleia de Deus, disse que não aceita que o benefício aos gays seja aprovado apenas por uma “canetada”. “Tem de haver debate”. Wyllys rebateu dizendo que a imunidade fiscal das igrejas também tem de ser questionada.
PEC do casamento gay
O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), ex-BBB, afirmou nesta quinta-feira (24), em seu discurso de estreia na Câmara, que pretende apresentar um projeto de emenda à Constituição (PEC) que garanta o direito do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.
“Em parceria com outros sete parlamentares, estou reestruturando a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania GLBT [Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgênero] e apresentando uma proposta de emenda constitucional que assegura aos homossexuais o direito do casamento civil. Se o estado é laico, os homossexuais têm de ter todos os direitos e leis garantidos. Inclusive o direito ao casamento civil”, disse o deputado.
Na análise do parlamentar, a competência sobre o casamento civil não deve ser das igrejas. “Se um casal pode se divorciar e em seguida partir cada um para novos casamentos é porque o casamento civil não é da competência das igrejas, nem das religiões”, declarou.
“Eu sou o primeiro homossexual assumido sem homofobia internalizada e ligado ao movimento GLBT a assumir como deputado federal. Eu disse que este seria o norte do meu mandato e vai ser”, afirmou o parlamentar, que no último sábado participou de uma manifestação em São Paulo contra a homofobia.
Jean Wyllys afirmou ainda que, na Câmara, vai integrar a Comissão de Finanças e Tributação, além de ser suplente na Comissão de Direitos Humanos.
Legalização de todos os projetos pró-gay, incluindo PLC 122
A senadora Marta Suplicy (PT-SP) já desarquivou o projeto que criminaliza a homofobia. O debate que parece não ter fim mobilizou as duas casas na última semana. De modo especial quando o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) fez seu discurso de estreia na Câmara.
Ele deixou claro sua posição e alfinetou a bancada evangélica, dizendo ter tido uma criação cristã, asseverando: “Se por um lado o cristianismo fundamentalista que vigora no Congresso Federal e sua ameaça ao estado democrático e de direito nos apavoram, por outro é inegável que foi o cristianismo livre de fundamentalismo que nos trouxe a ideia de que o que torna um homem virtuoso são seus atos. Sim, porque para o verdadeiro cristianismo um ser humano é virtuoso quando age em favor do bem comum”.
Wyllys garantiu ainda que lutará pelos direitos dos praticantes de religiões afro-brasileiras. Em entrevista recente à revista Época, ele afirmou que defende os verdadeiros cristãos: “o valor da vida e o respeito ao outro”.
O senador evangélico Magno Malta (PR-ES), membro da “Frente da Família”, e um dos líderes da bancada evangélica no Senado rebateu as propostas de Suplicy e Wyllys. Ele argumenta que:
“Se nós aprovarmos um projeto desse que você é criminoso por não aceitar a opção sexual de alguém, é claro, é como se você estivesse legalizando a pedofilia, o sadomasoquismo, a bestialidade”.
Disse ainda diz não ter dúvidas de que o projeto será arquivado. A Frente da Família também conta com a participação de parlamentares católicos, mas é menor em tamanho que a frente pró-gay. Estima-se que na Câmara Federal os que assumem defender interesses de evangélicos e católicos totalizem 85, enquanto os que já se declararam favoráveis ao reconhecimento dos direitos dos homossexuais cheguem a 154.
Vídeo: Discurso de Jean Wyllys na Câmara
Resposta do Senador evangélico Magno Malta às afirmações de Jean Wyllys

Fonte:
http://noticias.gospelmais.com.br/deputado-jean-wyllys-contabilidade-igrejas-dizimo-projeto-casamento-gay-17034.html

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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO



CARACTERÍSTICAS

As Ciências da Educação são um conjunto de disciplinas que estudam, descrevem, analisam e explicam os fenômenos educativos em seus múltiplos aspectos. A educação é um fenômeno complexo que tem lugar em todos os âmbitos da sociedade diferentes disciplinas das Ciências Sociais e Humanas como a Sociologia, Direito, Psicologia, Ciência Política, História, Economia, Filosofia realizam abordagens e estudos específicos por isso é possível de falar de uma Sociologia da Educação, uma História da Educação, uma Antropologia da Educação, uma Psicologia Educacional, uma Política Educacional, Economia da Educação e uma Filosofia da Educação. Todas aquelas disciplinas que explicam os fenômenos educativos, que podem se integrar para realizar estudos nutrem o campo das Ciências da Educação.
Ademais está integrado por um conjunto de disciplinas ou saberes que são próprios: Campo Pedagógico ou das também chamadas "Ciências Pedagógicas" como a Pedagogia, Didática Geral, Didáticas Específicas de Áreas (Matemática, Língua, Ciências Naturais, Ciências Sociais, Educação Física, Educação Artística entre as mais significativas), Didática de Nível (Educação Inicial, Educação Primária, Educação Secundária e Educação Superior), Administração Educacional, Organização Escolar, Planejamento Educacional, Orientação Educacional, Currículo ou Teoria do Currículo, Educação Comparada, Pedagogia Diferencial ou Especial, Tecnologia da Educação e a Análise Institucional da Educação. As Ciências Pedagógicas originam um conjunto de conhecimentos e saberes teórico-práticos com a finalidade de compreender, intervir e modificar positivamente os fenômenos educativos e processos de formação. Apostando ao menos na mudança da realidade educativa, dos processos formativos, do funcionamento das instituições educativas, das práticas de ensino nos aspectos pedagógicos, didáticos, organizacionais.
O campo disciplinar das Ciências da Educação constituiu-se a partir da interseção de um conjunto de diversas disciplinas: a filosofia, a psicologia, a sociologia, a história, entre outras; que abordam desde sua especificidade o objeto “educação”. Este processo de conformação não é exclusivo das Ciências da Educação senão que se vincula com a divisão do conhecimento no campo das Ciências Sociais, e é produto da progressiva fragmentação e especialização dos conhecimentos durante os séculos XIX e XX.
Os diferentes aspectos da educação em sociedades e culturas determinadas são estudados pelas Ciências da Educação, efetuando análise interdisciplinar ou transdisciplinar para atingir um entendimento e explicação dos processos educativos. Assim por exemplo se procura conhecer os processos sócio-políticos e sua incidência no âmbito educativo, o sujeito que aprende se aborda desde a complexidade psicobiológica-social. Abordam-se problemáticas educativas, pedagógicos –didáticas referidas aos diferentes níveis do sistema educativo, como assim também no âmbito da educação não formal.
As ciências da educação não constituem um campo reservado somente a alguns especialistas. Elas representam atualmente o conjunto indispensável de disciplinas que permitem um correto e fecundo funcionamento dos sistemas educativos em todos seus níveis. Por razões diferentes, mas sempre imperiosas, os responsáveis por elaborar políticas educacionais, os planificadores, os docentes, os administradores e os pesquisadores, não podem nem têm o direito, das ignorar.

O objeto das Ciências da Educação:

Para Mialaret o objeto das ciências da educação é definir e identificar os fatos educacionais sobre os que poder-se-á fazer uma análise científica rigorosa, isto é um estudo das situações educacionais passadas, presentes e futuras. Os fatores que se podem tomar em consideração para analisar e compreender os fatos e as situações educacionais podem se classificar em três grandes categorias:

1 Os fatores que dependem de condições gerais da instituição educativa no seio da sociedade.

2 Os fatores que dependem das condições “locais” da instituição educativa e que determinam sua realização.

3 Os fatores vinculados à própria situação da educação.
Estas três categorias não são independentes pois fatores que dependem da terceira categoria podem estar em relação direta com certos fatores pertencentes a uma das outras duas categorias. O conjunto dos fatores que atuam sobre as situações de educação concretas podem-se separar em dois subconjuntos:
• O primeiro subconjunto de fatores reagrupa todas as variáveis vinculadas à sociedade: filosofia, política, estrutura social, organização econômica, nível técnico.
• O segundo subconjunto de fatores está constituído por todos os elementos que se referem diretamente à educação. Uma sociedade, em função de sua filosofia política, dá origem em certa maneira a uma instituição escolar mais ou menos bem estruturada, mais ou menos estendida (geograficamente: exemplo), abarcando períodos mais ou menos grandes (duração e tipo de escolaridade). Este sistema escolar está caracterizado por seis subconjuntos de variáveis:
• As variáveis vinculadas à estrutura da instituição e aos critérios de admissão de alunos.
• As variáveis vinculadas aos currículos.
• As variáveis vinculadas aos métodos e técnicas pedagógicas.
• As variáveis vinculadas às instalações materiais.
• As variáveis vinculadas à contratação já a formação dos docentes.
• As variáveis vinculadas ao orçamento destinado à educação.

Classificação das Ciências da Educação:

O pedagogo Gastón Mialaret propôs em seu livro "As Ciências da Educação" a fins dos anos setenta uma classificação em três grandes categorias:

As que estudam as condições gerais e locais da educação:

• História da educação e da pedagogia.
• Sociologia da Educação.
• Demografia escolar.
• Economia da educação.
• Pedagogia comparada.

As que estudam a situação educativa e os fatos educativos:

• As disciplinas que estudam as condições do ato educativo desde os ângulos:

• Da fisiologia.
• A Psicologia da educação da sociologia
• Ciências da Comunicação.
• As Didáticas e a teoria dos programas.
• As Ciências dos métodos e das técnicas pedagógicas.
• As Ciências da avaliação

As da reflexão e futuro:

• A Filosofia da educação.
• O Planejamento educativo.

Pr.Prof.Ms. PAULO ROBERTO DOS SANTOS

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

1º Tornado registrado no Rio de Janeiro


Fonte: Jornal o Globo

Na História do Rio de Janeiro não temos reguistros da passagem de tornado pela cidade, porém, nesta terça feira 18/01/2011, foi registrado por populares em vídeos, a formação de um tornado, no Municipio de Nova Iguaçú, que destelhou casas e comercios, causando estragos financeiros e medo aos moradores, segundo relatos de moradores a formação do tornado fou assustadora.

http://oglobo.globo.com/participe/mat/2011/01/19/leitor-flagra-tornado-em-nova-iguacu-durante-temporal-na-baixada-fluminense-923569394.asp

Por Prof. Paulo Roberto dos Santos

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

PROTESTANTISMO



Protestantismo é a denominação dada a um dos grandes ramos do Cristianismo. O Protestantismo refere-se ao conjunto de igrejas cristãs e doutrinas que se identificam com as teologias desenvolvidas no século XVI na Europa Ocidental, na tentativa de reforma da Igreja Católica Apostólica Romana, por parte de um importante grupo de teólogos e clérigos, entre os que se destacam o ex-monge agostiniano Martinho Lutero, de quem as igrejas luteranas tomam seu nome. Porém, a maior parte dos cristãos europeus (especialmente na Europa meridional) se opuseram as tentativas de reforma, o que produziu um cisma no Cristianismo ocidental resultante da separação entre as emergentes igrejas reformadas e a Igreja Católica. Uma das consequências imediatas da Reforma foi a chamada Contra-Reforma, que reafirmou explicitamente todas aquelas doutrinas rechaçadas pelo protestantismo (Concílio de Trento).

O termo protestante é derivado (via francês ou alemão Protestant[1]) do latim protestari.[2][3] Significa declaração pública/protesto que refere-se à carta de protesto por príncipes luteranos contra a decisão da Dieta de Speyer de 1529, que reafirmou o Édito de Worms de 1521, banindo as 95 teses de Martinho Lutero do protesto contra algumas crenças e práticas da Igreja Católica do século XVI.
O termo protestante não foi inicialmente aplicado aos reformadores, mas foi usado posteriormente para descrever todos os grupos que protestavam contra a Igreja Católica.
Desde aquele tempo, o termo Protestante tem sido usado com diversos sentidos, muitas vezes como um termo geral para significar apenas os cristãos que não pertencem à Igreja Católica, Ortodoxa ou Ortodoxa Oriental (inclusive àqueles cristãos que não pertencem à Igreja Anglicana, pois esta mesma não se auto-define como católica ou protestante).

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VOZ DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS



No dia 2 de janeiro de 1955 foi ao ar pela primeira vez o programa de rádio Voz das Assembleias de Deus. Pioneiro do radioevangelismo brasileiro, o programa foi iniciado pelo missionário Nels Lawrence Olson, e transmitido pela rádio Tamoio, do Rio de Janeiro, e para outras partes do Brasil pelas rádios Tupi, Mayrink Veiga, Copacabana, Relógio, Mundial, Atalaia, Marumby, Boas Novas, e por mais oito rádios em outros Estados.

O orador, Lawrence Olson, teve ao seu lado no primeiro programa, o missionário Nels Nelson, os pastores Paulo Leivas Macalão, José Pimentel de Carvalho, Marcelino Margarida, Moisés Malafaia, Belarmino Pedro Ramos, João Kolenda Lemos e sua esposa Ruth Dorris Lemos, André Hargrave e sua esposa, além de outros pastores e membros de igrejas do Rio de Janeiro.

O programa era transmitido tradicionalmente aos domingos, às 22h, após o culto noturno das igrejas. Era transmitido também para outros países pela HCJB (Voz dos Andes), de Quito (Equador) e pela KGEI, da Califórnia (EUA).

Foram narradores do programa: José Pimentel de Carvalho, Emílio Conde, João Pereira de Andrade e Silva, Luís Babo e Kleber Moura. A mensagem era sempre pregada por Nels Lawrence Olson.

O programa foi transmitido durante 34 anos, até o retorno definitivo de Lawrence Olson aos Estados Unidos, em 1989.

Em 2001, a CPAD lançou o livro Mensagens do Missionário Lawrence Olson, contendo uma coletânea com 54 mensagens pregadas no Voz das Assembleias de Deus.


Fontes:1ª DE ARAÚJO, Isael. Dicionário do Movimento Pentecostal, Página 908, Rio de Janeiro: CPAD, 2007. 2ª http://www.centenarioadbrasil.org.br/CPAD/PAGES/historia.php?id=96

100 ANOS DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL



História das Assembléias de Deus no Brasil, Emílio Conde - CPAD

No início do século XX, apesar da presença de imigrantes alemães e suíços de origem protestante e do valoroso trabalho de missionários de igrejas evangélicas tradicionais, nosso país era ainda quase que totalmente católico.

A origem das Assembléias de Deus no Brasil está no fogo do reavivamento que varreu o mundo por volta de 1900, início do século 20, especialmente na América do Norte.

Os participantes desse reavivamento foram cheios do Espírito Santo da mesma forma que os discípulos e os seguidores de Jesus durante a Festa Judaica do Pentecostes, no início da Igreja Primitiva (Atos cap. 2). Assim, eles foram chamados de "pentecostais".

Exatamente como os crentes que estavam no Cenáculo, os precursores do reavivamento do século 20 falaram em outras línguas que não as suas originais quando receberam o batismo no Espírito Santo. Outras manifestações sobrenaturais tais como profecia, interpretação de línguas, conversões e curas também aconteceram (Atos cap. 2).

Em 19 de novoembro de 1910, os jovens suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg aportaram em Belém, capital do estado do Pará, vindos dos EUA. A princípio, freqüentaram a Igreja Batista, denominação a que ambos pertenciam nos Estados Unidos. Eles traziam a doutrina do batismo no Espírito Santo, com a glossolalia - o falar em línguas estranhas - como a evidência inicial. A manifestação do fenômeno já vinha ocorrendo em várias reuniões de oração nos EUA (e também de forma isolada em outros países), principalmente naquelas que eram conduzidas por Charles Fox Parham, mas teve seu apogeu inicial através de um de seus principais discípulos, um pastor negro leigo, chamado William Joseph Seymour, na Rua Azusa, Los Angeles, em 1906.

Quando Daniel Berg e Gunnar Vingren, chegaram ao Brasil, ninguém poderia imaginar que aqueles dois jovens suecos estavam para iniciar um movimento que alteraria profundamente o perfil religioso e até social do Brasil por meio da pregação de Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador da Humanidade e a atualidade do batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais. As denominações evangélicas existentes na época ficaram bastante incomodadas com a nova doutrina dos missionários, principalmente por causa de alguns irmãos que se mostravam abertos ao ensino pentecostal. Celina de Albuquerque, na madrugada do dia 18 de junho de 1911 foi a primeira crente da igreja Batista de Belém a receber o batismo no Espírito Santo, o que não demorou a ocorrer também com outros irmãos. A nova doutrina trouxe muita divergência naquela comunidade, pois um número cada vez maior de membros curiosos visitava a residência de Berg e Vingren, onde realizavam reuniões de oração. Enquanto um grupo aderiu, outro rejeitou. Assim, em duas assembléias distintas, conforme relatam as atas das sessões, os dezenove adeptos do pentecostalismo foram desligados. Convictos e resolvidos a se organizar, em 18 de junho de 1911, juntamente com os missionários estrangeiros, fundaram uma nova igreja e adotaram o nome de Missão da Fé Apostólica. Este foi o primeiro nome dado ao Movimento Pentecostal nos Estados Unidos a partir de 1901 e era também empregado pelo movimento de Los Angeles, mas sem qualquer vínculo administrativo da nova igreja brasileira com William Joseph Seymour. A partir de então, passaram a reunir-se na casa de Celina de Albuquerque. Mais tarde, em 18 de janeiro de 1918 a nova igreja, por sugestão de Gunnar Vingren, foi registrada como Assembléia de Deus, em virtude da fundação das Assembléias de Deus nos Estados Unidos, em 1914, em Hot Springs, Arkansas, mas, outra vez, sem qualquer ligação institucional entre ambas as igrejas.

Em poucas décadas, a Assembléia de Deus, a partir de Belém do Pará, onde nasceu, começou a penetrar em todas as vilas e cidades até alcançar os grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. As Assembléia de Deus se expandiram pelo Estado do Pará, alcançaram o Amazonas, propagaram-se para o Nordeste, principalmente entre as camadas mais pobres da população. Chegaram ao Sudeste pelos idos de 1922, através de famílias de retirantes do Pará, que se portavam como instrumentos voluntários para estabelecer a nova denominação aonde quer que chegassem. Nesse ano, a igreja teve início no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, e ganhou impulso com a transferência de Gunnar Vingren, de Belém, PA, em 1924, para a então capital da República. Um fato que marcou a igreja naquele período foi a conversão de Paulo Leivas Macalão, filho de um general, através de um folheto evangelístico. Foi ele o precursor do assim conhecido Ministério de Madureira, como veremos adiante.

A influência sueca teve forte peso no início da formação assembleiana brasileira, em razão da nacionalidade de seus fundadores, e graças à igreja pentecostal escandinava, principalmente a Igreja Filadélfia de Estocolmo, que, além de ter assumido nos anos seguintes o sustento de Gunnar Vingren e Daniel Berg, enviou outros missionários para dar suporte aos novos membros em seu papel de fazer crescer a nova Igreja. Desde 1930, quando se realizou a primeira Convenção Geral dos pastores na cidade de Natal, RN, as Assembléias de Deus no Brasil passaram a ter autonomia interna, sendo administrada exclusivamente pelos pastores residentes no Brasil, sem contudo perder os vínculos fraternais com a igreja na Suécia. A partir de 1936 a igreja passou a ter maior colaboração das Assembléias de Deus dos EUA através dos missionários enviados ao país, os quais se envolveram de forma mais direta com a estruturação teológica da denominação.

Em virtude de seu fenomenal crescimento, os pentecostais começaram a fazer diferença no cenário religioso brasileiro. De repente, o clero católico despertou para uma possibilidade jamais imaginada: o Brasil poderia vir a tornar-se, no futuro, uma nação protestante. Tal possibilidade se tornou ainda mais real com a divulgação entre o final de 2006 e início de 2007 por um instituto de pesquisa de que, com vinte milhões de fiéis, o Brasil é o maior país pentecostal do mundo.

O que são as Assembléias de Deus

As Assembléias de Deus são uma comunidade protestante, segundo os princípios da Reformada Protestante pregada por Martinho Lutero, no século 16, contra a Igreja Católica. Cremos que qualquer pessoa pode se dirigir diretamente a Deus baseada na morte de Jesus na cruz. Este é um relacionamento pessoal e significativo com Jesus. Embora sejamos menos formais em nossa adoração a Deus do que muitas denominações protestantes, a Assembléia de Deus se identifica com eles na fundamentação bíblica-doutrinária, com exceção da doutrina pentecostal (Hebreus 4.14-16; 6.20; Efésios 2.18).

As Assembléias de Deus são uma igreja evangélica pentecostal que prima pela ortodoxia doutrinária. Tendo a Bíblia como a sua única regra de fé e prática, acha-se comprometida com a evangelização do Brasil e do mundo, conformando-se plenamente com as reivindicações da Grande Comissão.

A doutrina que distingue as Assembléias de Deus de outras igrejas diz respeito ao batismo no Espírito Santo. As Assembléias de Deus crêem que o batismo no Espírito Santo concede aos crentes vários benefícios como estão registrados no Novo Testamento. Estes incluem poder para testemunhar e servir aos outros; uma dedicação à obra de Deus; um amor mais intenso por Cristo, sua Palavra, e pelos perdidos; e o recebimento de dons espirituais (Atos 1.4,8; 8.15-17).

As Assembléias de Deus crêem que quando o Espírito Santo é derramado, ele enche o crente e fala em línguas estranhas como aconteceu com os 120 crentes no Cenáculo, no Dia de Pentecoste. Embora esta convicção pentecostal seja distintiva, as Assembléias de Deus não a têm como mais importante do que as outras doutrinas (Atos 2.4).

O seu Credo de Fé realça a salvação pela fé no sacrifício vicário de Cristo, a atualidade do batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais e a bendita esperança na segunda vinda do Senhor Jesus. Consciente de sua missão, as Assembléias de Deus não prevalecem do fato de ter, segundo dados do IBGE (Censo 2000), mais de oito milhões de membros. Apesar de sua força e penetração social, optou por agir profética e sacerdotalmente. Se por um lado, protesta contra as iniqüidades sociais, por outro, não pode descuidar de suas responsabilidades intercessórias.

Sua estrutura Administrativa

As Assembléias de Deus estão organizadas em forma de árvore, onde cada Ministério é constituído pela Igreja-Sede com suas respectivas igrejas filiadas, congregações e pontos de pregação.

As igrejas Assembléias de Deus atuam em cada lugar sem estarem ligadas administrativamente à uma instituição nacional. A ligação nacional entre as igrejas é feita através dos seus pastores que são filiados a convenções estaduais que, por sua vez, se vinculam a uma Convenção de caráter nacional.

Em cada estado os pastores estão ligados a convenções regionais e a ministérios. Essas convenções, em geral, credenciam evangelistas e pastores, cuidam de assuntos da liderança e de direção das igrejas. Essas convenções operam um tipo de liderança regional entre a igreja local e a Convenção Geral.

A Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil (CGADB) é dirigida por uma Mesa Diretora, eleita a cada dois anos numa Assembléia Geral. Para várias áreas de atividades das Assembléias de Deus a CGADB tem um conselho ou uma comissão. Desta forma, existem o Conselho Administrativo da Casa Publicadora (CPAD), o Conselho de Educação e Cultura Religiosa, o Conselho de Doutrinas, o Conselho Fiscal, o Conselho de Missões, a Secretaria Nacional de Missões (SENAMI), a Escola de Missões das Assembléias de Deus (EMAD) e a Faculdade Evangélica de Tecnologia, Ciências e Biotecnologia da CGADB (FAECAD).

A CGADB possui sede no Rio de Janeiro e pode ser considerada o tronco da denominação por ser a entidade que desde o princípio deu corpo organizacional à Igreja, e a quem pertence a patente do nome no país.

As Assembléias de Deus brasileira tem passado por várias cisões que deram origem a diversas convenções e ministérios, com administração autônoma, em várias regiões do país. O mais expressivo dos ministérios é o Ministério de Madureira, cuja igreja já existia desde os idos da década de 1930, fundada pelo pastor Paulo Leivas Macalão e que, em 1958, serviu de base para a estruturação nacional do Ministério por ele presidido, até a sua morte, no final de 1982. Ela deu origem à seguinte entidade:


Convenção Nacional das Assembléias de Deus no Brasil - Ministério de Madureira
À medida que os anos se passavam, os pastores do Ministério de Madureira (assim conhecido por ter sua sede no bairro de mesmo nome, no Rio de Janeiro), sob a liderança do pastor (hoje bispo) Manoel Ferreira, se distanciavam das normas eclesiásticas da CGADB, segundo a liderança da época, que, por isso mesmo, realizou uma Assembléia Geral Extraordinária em Salvador, BA, em setembro de 1989, onde esses pastores foram suspensos até que aceitassem as decisões aprovadas. Por não concordarem com as exigências que lhes eram feitas, se organizaram numa nova entidade, hoje com cerca de 2 milhões de membros, no Brasil e exterior. Dessa forma surgiu a Convenção Nacional das Assembléias de Deus no Brasil - Ministério de Madureira - CONAMAD, fundada em 1988.

Outros ramos
Há, ainda, vários ministérios e um grande número de igrejas independentes que usam a nomenclatura Assembléia de Deus, em diversas regiões do país, que atuam sem vinculação com a CGADB ou com a CONAMAD.

O Compromisso com a Proclamação da Palavra de Deus

Sendo uma comunidade de fé, serviço e adoração, as Assembléias de Deus não podem furtar-se às suas obrigações - proclamar o evangelho de Cristo e promover espiritual, moral e socialmente o povo de Deus. Somente assim, estaremos nos firmando, definitivamente, como agência do Reino de Deus.

As Assembléias de Deus não são a única igreja. Deus está usando muitos outros para alcançar o mundo para Ele. Nos cenários brasileiro e mundial somos uma das muitas denominações comprometidas em conduzir crianças, adolescentes, jovens e adultos a Cristo.

Nossa oração nas Assembléias de Deus é que sejamos usados por Deus para ajudar os perdidos e propiciar um ambiente onde o Espírito Santo possa realizar sua obra especial na vida dos que crêem.


Para mais informações, visite o site da CGADB: www.cgadb.com.br
Fonte: CPAD, Wikipedia e Dicionário do Movimento Pentecostal

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

5º ANIVERSÁRIO IGREJA DE NOVA VIDA RAMOS



PR ANTONIO CARLOS DA COMUNIDADE CRISTÃ NOVA VIDA EM RAMOS, COMEMOROU 5 ANOS DE VITÓRIAS NA SUA IGREJA, JUNTAMENTE COM SEUS MEMBROS, PASTORES(AS), DIÁCONOS E OBREIROS(AS) EM GERAL. ONDE TIVEMOS O PRIVILEGIO DE ESTAR PREGANDO NO ENCERRAMENTO DA FESTIVIDADE.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Ateus processam Datena



Um comentário está causando dor de cabeça à Band e a José Luiz Datena. A emissora e o apresentador estão sendo processados por preconceito contra ateus (aqueles que não creem em Deus ou em deuses), desde que, ao exibir um crime no "Brasil Urgente", Datena falou que a ação representava "falta de Deus no coração", entre outras afirmações. De acordo com a coluna "Zapping", do jornal Agora São Paulo, o processo corre no Fórum de Taubaté e no Tribunal de Justiça da Paraíba.
Em entrevista à coluna, Datena falou sobre a situação: "Não tenho nada contra pessoas que não acreditam em Deus. Eu acredito e com ele vou até o inferno", disse. "Estão me pegando pela palavra. Logo agora que estou mais calmo", completou o apresentador. No site da Associação Brasileira dos Ateus e Agnósticos (Atea), os associados são instruídos a entrarem na Justiça. O processo pede uma "indenização baseada nos lucros presumíveis do programa" durante o tempo que ocorreu a ação, referente a cerca de 200 salários mínimos.

ASSEMBLÉIA DE DEUS NO MEIER



Assembléia de Deus no Meier tem sua 1ª Escola de Aperfeiçoamento de Obreiros em 2010.
Pr.Prof. Paulo Roberto entrega Certificado de conclusão ao 1ºVice Presidente Pr. Milton.
"Procura apresentar-te como obreiro aprovado..."

PEDAGOGIA É NA FAECAD



ESPAÇO LÚDICO NA FAECAD

EM 2011 LICENCIATURA EM PEDAGOGIA NA FAECAD FARÁ A DIFERENÇA PARA A IGREJA DE CRISTO NO RIO DE JANEIRO.
Endereço: Estrada Vicente de Carvalho ao lado da CPAD, 2º andar, faça sua inscrição e reserve sua vaga...

VI Congresso Nacional de Ensino Religioso



VI Congresso Nacional de Ensino Religioso
Data de 06/10/2011 a 08/10/2011

O VI CONERE será realizado em Canoas/RS, na UNILASALLE.

fique atento e participe....

Proposta de Diretrizes Curriculares Nacionais de Curso de Graduação em Ciência da Religião e Licenciatura em Ensino Religioso




PROPOSTA DE DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA O
CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA RELIGIÃO
- LICENCIATURA EM ENSINO RELIGIOSO -

O Presidente do Conselho Nacional de Educação, com fundamento no artigo 210, § 1º da Constituição Federal de 1988, na Lei nº. 9.475/97, que dá nova redação ao art. 33 da LDBEN nº 9.394/96, em consonância com o art. 62 da referida Lei, em conformidade com a Resolução CNE/CP 1/02 e a Resolução CNE/CP 2/02, resolve:
Art. 1º A presente resolução institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em Ciências da Religião – Licenciatura em Ensino Religioso, definindo princípios, concepções, condições e procedimentos a serem observados na elaboração dos projetos político-pedagógicos, pelos órgãos dos sistemas de ensino e pelas instituições de educação superior em todo o país.
Art. 2º As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em Ciências da Religião – Licenciatura em Ensino Religioso aplicam-se à formação inicial para o exercício da docência do Ensino Religioso na Educação Básica.
§ 1º Compreende-se a docência em Ensino Religioso como ação educativa construída e focalizada na valorização e no reconhecimento da diversidade cultural religiosa, presente na sociedade brasileira, por meio do exercício do diálogo, da pesquisa, do estudo, da construção, da reconstrução e da socialização dos saberes, desenvolvendo-se na articulação entre conhecimentos científicos e culturais, valores éticos e estéticos, discutindo as relações de poder que permeiam as concepções históricas, culturais e religiosas que constituem as sociedades.
§ 2º O exercício pedagógico didático da docência em Ensino Religioso considera os conhecimentos anteriores dos educandos, bem como o contexto histórico-social no qual estão circunscritos, tendo em vista a continuidade progressiva no conhecimento e na compreensão do fenômeno religioso, pelo estudo, pesquisa e discussão em exercícios de alteridade, desenvolvendo um processo de reconhecimento, respeito e valorização dos diferentes e das diferenças.
Art. 3º – O curso de Graduação em Ciências da Religião-Licenciatura em Ensino Religioso, por meio de estudos, pesquisas e vivências teórico-práticos, propiciará:
I – sólida formação teórico-metodológica no campo das Ciências da Religião e da Educação, a fim de promover a compreensão critica e interativa do contexto, da estrutura e da diversidade do fenômeno religioso e o desenvolvimento de habilidades adequadas à docência do Ensino Religioso na Educação Básica;
II – a construção e a reconstrução do conhecimento religioso com base em conceitos, práticas e informações sobre o fenômeno religioso em suas diversas manifestações no tempo, no espaço e nas culturas;
III – o desenvolvimento da sensibilidade e da ética profissional nas relações com o fenômeno religioso, por meio de atitudes que valorizem a vida e a dignidade humana, e o reconhecimento do diferente e das diferenças no universo educacional e social, em todos os níveis de abrangência.
Art. 4º O estudante do Curso de Graduação em Ciências da Religião – Licenciatura em Ensino Religioso trabalhará com um conjunto de informações e habilidades compostas por conhecimentos teórico-práticos interdisciplinares, cuja consolidação será proporcionada no exercício da docência, fundamentada no reconhecimento, no respeito, na promoção e na valorização da diversidade.
Parágrafo único. Este estudante deve dedicar especial atenção ao estudo do fenômeno religioso na diversidade cultural brasileira e mundial, numa atitude investigativa em meio a diversidades de concepções e acepções, onde se dá a complexidade da questão religiosa, entre elas o contexto escolar.
Art. 5º O egresso do Curso de Graduação em Ciências da Religião-Licenciatura em Ensino Religioso deverá estar apto a:
I – trabalhar pedagogicamente os conteúdos básicos objetos do processo de ensino aprendizagem do Ensino Religioso na educação básica, com habilidades, métodos e técnicas pedagógicas necessários para a construção e a reconstrução do conhecimento religioso pelos educandos;
II – reconhecer, respeitar e valorizar a diversidade e a complexidade das manifestações e experiências religiosas no contexto escolar e social;
III – compreender os diversos processos de aprendizagem nas diferentes etapas de desenvolvimento dos educandos, bem como contribuir na busca de respostas aos seus questionamentos existenciais, no entendimento da sua(s) identidade(s) religiosa(s) e na convivência com as diferenças;
IV – analisar o papel das tradições religiosas na estruturação e na manutenção das suas respectivas realidades sociais, históricas, políticas e culturais;
V – compreender, respeitar e valorizar os princípios históricos, culturais, filosóficos, éticos, doutrinais e morais das diferentes matrizes religiosas (africana, indígena, oriental e ocidental);
VI – promover e facilitar relações de cooperação entre a instituição educativa, as famílias e a comunidade, reconhecendo a pluralidade cultural destes contextos, assumindo a diversidade nos seus múltiplos aspectos;
VII – interpretar o fenômeno religioso na diversidade cultural local e global, com diferentes leituras, através das Ciências da Religião, da Sociologia, da Psicologia, da Antropologia, da Filosofia, da História, da Geografia, das Artes, da Teologia, da Educação e outras áreas de conhecimento;
VIII – manusear as tecnologias de informação e comunicação adequadas ao desenvolvimento de aprendizagens significativas e utilizar, com propriedade, instrumentos próprios para construção de conhecimentos pedagógicos e científicos;
IX – aprofundar continuadamente seus conhecimentos mantendo uma postura de professor pesquisador;
X – atuar com ética e compromisso, com vistas à constituição de uma sociedade justa, solidária e humana, que questiona e busca intervir nas fontes geradoras do sofrimento, da ignorância e da injustiça;
Art. 6º A estrutura do Curso de Graduação em Ciências da Religião-Licenciatura em Ensino Religioso, respeitadas a diversidade nacional e a autonomia pedagógica das instituições, constituir-se-á de:
I – um núcleo de estudos básicos que, sem perder de vista a diversidade e a multiculturalidade da sociedade brasileira e mundial, por meio do estudo acurado de literatura pertinente e de realidades educacionais, assim como por meio de reflexão e ações críticas, articulará:
a) a formação acadêmica, os fundamentos da Educação Básica e a formação docente de Ensino Religioso, por meio de estudos teóricos e práticos dos princípios, concepções, metodologias e processos de organização do trabalho docente, oriundos das diferentes áreas do conhecimento;
b) o estudo das culturas e tradições religiosas, analisando os princípios históricos, culturais, filosóficos, estéticos, éticos, doutrinais e morais das diferentes matrizes religiosas (africana, indígena, oriental e ocidental);
c) o estudo dos textos sagrados orais e escritos, compreendendo-os em suas matrizes epistemológicas e culturais;
d) o estudo das concepções teológicas das diferentes matrizes religiosas (africana, indígena, oriental e ocidental), considerando a multiplicidade das manifestações religiosas nas compreensões das divindades, dos ritos, dos símbolos e das práticas de espiritualidades, respeitando suas realidades culturais, históricas e geográficas;
e) o estudo, a aplicação e a avaliação dos dispositivos legais e dos pressupostos teórico-metodológicos da Educação Básica e do Ensino Religioso;
II – um núcleo de aprofundamento e diversificação de estudos voltados às áreas das Ciências da Religião e da Educação, priorizadas pelo projeto pedagógico das instituições e que, atendendo a diferentes demandas sociais, oportunizará, entre outras possibilidades:
a) avaliação, criação e uso de textos, materiais didáticos, procedimentos e processos de aprendizagem, que contemplem a diversidade cultural e religiosa da sociedade brasileira;
b) atividades práticas desenvolvidas com ênfase nos procedimentos de observação e reflexão, visando à atuação em situações contextualizadas, com o respectivo registro das observações e a simulação de resoluções de situações-problema, a fim de elaborar propostas educacionais consistentes e inovadoras;
III – um núcleo de estudos integradores que proporcionará enriquecimento curricular por meio da participação em:
a) atividades de caráter científico, cultural e acadêmico que possam enriquecer o processo formativo dos graduandos, como, por exemplo, a participação em eventos, apresentações, exposições, estudos de casos, visitas, ações de caráter científico, técnico, cultural e comunitário, produções coletivas, monitorias, resolução de situações-problemas, projetos de ensino, entre outros, devidamente orientados pelo corpo docente da instituição de educação superior;
b) atividades práticas, de modo a propiciar vivências, nas mais diferentes áreas do campo educacional, assegurando aprofundamentos e diversificação de estudos, experiências e utilização de recursos pedagógicos.
Art. 7º O Curso de Graduação em Ciências da Religião – Licenciatura em Ensino Religioso terá a carga horária mínima de 2.800 horas de efetivo trabalho acadêmico, assim distribuídas:
I – 1.800 horas de conteúdos curriculares de natureza científico-culturais específicos do campo das Ciências da Religião e da Educação, incluindo atividades formativas como assistência às aulas, realização de seminários e participação na realização de pesquisas;
II – 400 horas de prática como componente curricular, realizadas articuladamente às questões pedagógicas e metodológicas dos conteúdos curriculares de natureza científico-cultural;
III – 400 horas dedicadas ao Estágio Supervisionado em todos os níveis da Educação Básica, caracterizadas por um trabalho prático-reflexivo devidamente acompanhado pelos docentes do curso, no qual os graduandos desenvolverão atividades pedagógicas rigorosamente planejadas;
IV – 200 horas de atividades complementares de cunho acadêmico-científico-cultural, em áreas específicas de interesse dos licenciandos, articuladas ao campo das Ciências da Religião e da Educação;
Art. 8º Nos termos do projeto pedagógico da instituição, a integralização de estudos será efetivada por meio de:
I – disciplinas, seminários e atividades de natureza teórica e prática que farão a introdução e o aprofundamento de estudos, situando processos de aprender e ensinar historicamente e em diferentes realidades sócio-culturais, que proporcionem fundamentos para a docência em Ensino Religioso;
II – práticas de docência em Ensino Religioso que possibilitem aos licenciandos a observação, acompanhamento, participação no planejamento, na execução e na avaliação de aprendizagens e/ou de projetos pedagógicos;
III – atividades complementares envolvendo o planejamento e o desenvolvimento progressivo do Trabalho de Conclusão de Curso, atividades de monitoria, de iniciação científica e de extensão, diretamente orientadas por membro do corpo docente da instituição de educação superior ou articuladas às disciplinas, às áreas de conhecimentos, aos seminários, aos eventos científico-culturais, entre outras;
IV – estágio curricular a ser realizado em todos os níveis da Educação Básica, ao longo do curso, de modo a assegurar aos graduandos experiência na docência em Ensino Religioso nos diferentes contextos escolares;
Art. 9º Os cursos a serem criados em instituições de educação superior, que visem à Licenciatura para a docência do Ensino Religioso na Educação Básica, deverão ser estruturados com base nesta Resolução.
Art. 10. A implantação e a execução destas diretrizes curriculares deverão ser sistematicamente acompanhadas e avaliadas pelos órgãos competentes.
Art. 11. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

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